sábado, 28 de maio de 2011

Jornal Sete Dias Errou FEIO DE Novo!

Jornal Sete Dias Errou de Novo! O Jornal Diz EM EDITORIAL ABAIXO que Múcio "Embrenho-se na Candidatura à REELEIÇÃO de Azeredo" ATENÇÃO, Enquanto Prefeito. ERRADO! QUANDO EDUARDO AZEREDO TENTOU A REELEIÇÃO MÚCIO JÁ ESTAVA FORA DO PODER HÁ 2 ANOS.

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A volta de Múcio (Editorial Jornal Sete Dias)

A cidade ganha com a volta de Múcio Reis ao cenário político-partidário de Sete Lagoas. Independentemente de uma possível candidatura a prefeito e até de uma eventual conquista do poder, Múcio acrescenta ao debate tanto no presente quanto ao futuro daqui e da região.

Claro que há muita gente torcendo o nariz, por questões políticas ou pessoais passadas, mas a democracia é isso. E quem pode negar que trata-se de alguém que eleva o nível das discussões de temas que afligem a todos que gostamos da nossa terra?

A experiência de Múcio Reis como político marcou uma época, no início dos anos 1990. A classe média, os formadores de opinião, quem raciocina, estavam todos incomodados, assim como hoje, com o quadro político vivido naqueles tempos. As pesquisas mostravam que a cidade queria um empresário de sucesso para administrar os seus destinos, principalmente porque os políticos falados para a sucessão do então prefeito Sérgio Emilio não eram do agrado da maioria.

Oposição e situação saíram à procura de nomes que se encaixassem neste perfil. O prefeito Sérgio Emilio optou por Múcio, na época um dos empreiteiros mais fortes do estado. A oposição conseguiu convencer Antônio Pontes, nome de peso, correto e respeitado, porém, na época, liderança de destaque do gusa, um setor não simpático à população.

A campanha entrou para a história como uma das melhores que já se viu, com dois candidatos de alto nível debatendo o futuro, apresentando propostas.

Escorado em um bom discurso e pela força da administração Sérgio Emilio, que mantinha ótimos índices de aprovação, Múcio foi eleito.

Mas, o novo prefeito era empresário e não tinha traquejo em articulações com a classe política. Cercou-se de técnicos, profissionais de alto nível, em sua maioria, porém, nada de costuras partidárias. Não conseguiu detectar a tempo que quem está em cargo político tem que dialogar e, negociar com políticos e siglas partidárias.

Foi dragado pela máquina da burocracia administrativa, totalmente diferente da iniciativa privada, e pelas conspirações políticas.

Empolgou-se com o status que o então governador Eduardo Azeredo lhe dava, tornou-se presidente da Associação Mineira dos Municípios e depois embrenhou-se na candidatura à reeleição tucana no estado.

A cidade vivia incontáveis problemas, arrecadação em baixa e politicamente o prefeito ia de mal a pior no seu quintal.

Fracassada a reeleição de Azeredo, Múcio tentou dar novo rumo à sua administração, mas já era tarde. Para piorar, a sua empresa, Marialva, não assimilou bem a sua ausência do dia a dia e também entrou em crise. Terminou mal o mandato e passou anos difíceis para se reerguer.

Mas ficaram marcas positivas: até hoje, quando se fala em educação e saúde, áreas vitais para a cidadania, todo setelagoano cita Múcio Reis como um dos melhores prefeitos que tivemos.

E outro fato fundamental, que, na política praticada no Brasil, hoje, o mais importante para um gestor público: foi um prefeito probo, e durante os seus quatro anos de mandato, nenhuma notícia de desvio ético, nepotismo, perseguição política ou corrupção.

Vinte anos depois da sua primeira inserção na política partidária, certamente Múcio Reis volta mais experiente. Inteligente que é, sabe onde errou e onde acertou.

Seu retorno é muito bem vindo ao atual cenário político de Sete Lagoas e região.

(data original da postagem, 27 de maio de 2011, às 11:04)
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