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sábado, 31 de maio de 2014

CIDADE ADMINISTRATIVA DE MINAS GERAIS (CAMG) DEBATE SOBRE O PROJETO, A QUALIDADE DE VIDA NO ESPAÇO, A SUA CONTRIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTA E MUITO MAIS



"Estamos no regime semiaberto", me disse uma amiga referindo-se aos servidores do estado que trabalham na cidade administrativa. E completou 'podemos dormir em casa". Apesar do horário ser o inverso dos condenados que vão para prisão à noite a Cidade Administrativa de Minas Gerais Presidente Tancredo Neves é um lugar no meio do nada. O propósito de Aécio em princípio não poderia ser melhor: descentralizar, integrar a gestão, otimizar custos, promover o desenvolvimento do vetor norte de Belo Horizonte e tudo isso é louvável. Entretanto, acho que o erro vital que se cometeu diante de tantos acertos foi o de projeto. No propósito de fazer na escala regional (Minas) o que JK fez no Brasil criando Brasília, interiorizando o progresso, se errou ao não fazer uma cópia ainda mais original sob o ponto de vista da inovação do grande estadista. Quero dizer, Aécio quis copiar tão fielmente JK que empregou no projeto as velhas linhas curvas do arquiteto dos prédios de Brasilia, Oscar Niemeyer. Na época uma inovação, o novo, mas hoje? Hoje faltou ao então governador trazer o novo, ou seja, se ele tivesse compreendido mesmo JK não recorreria ao velho estilo do arquiteto, teria ele a exemplo do outro lançando a inovação, criando um novo marco como fez o presidente Juscelino. E essa mesma amiga me disse algo interessante neste sentido: "por que não se lançou um concurso". Certíssima! Com certeza teríamos o mundo concorrendo para realizar um projeto tão ambicioso. As contribuições do empreendimento já apontei e são realmente fantásticas, mas como ressaltou ainda esta amiga, faltou harmonizar a convivência dos servidores da Cidade Administrativa com o vasto verde do entorno. Dessa forma, um grande acerto na escolha do lugar, copiando o visionário Juscelino Kubitschek foi diminuído pela escolha da tradição a inovação ao recorrer a um arquiteto inovador para 1950, mas arcaico para os anos 2000. A cópia não foi completa: faltou fazer o novo para hoje não para ontem, colocando o homem no centro do projeto em harmonia com a natureza. Uma crítica justa ou injusta? Com a palavra a centena de amigos que tenho aqui e trabalham no edifício Minas ou Gerais. Seriam prédios tão belo quanto atrasados? Entre outros amigos que trabalham lá peço a contribuição para enriquecer o debate de Ana Lúcia Gazzola Soninha LopesJunior Sete LagoasAurelio Dias já Enrique Carlos Natalino que fica no Palácio Tiradentes não deve ter a experiência cotidiana dos demais.
  • Ana Lúcia Gazzola Eu gosto muito da Cidade administrativa. Gosto dos ambientes integrados tanto dentro de cada Secretaria como entre os vários setores. Toda a minha vida trabalhei longe de casa. Quando a UFMG foi construindo o campus Pampulha, e a Faculdade de Letras foi para lá, eu morava a três quarteirões do prédio anterior e odiei! Liderei movimento contra... Depois passei a gostar. Nos vários anos em que estudei nos Estados Unidos, as Universidades eram longe de casa. Na primeira vez eu não dirigia, tive de aprender, foi um caos. Então, acho que um pouco da resistência é cultural. Se vivêssemos em São Paulo, como seria? E para quem mora
  • Ana Lúcia Gazzola Daquele lado da cidade, é bom. Eu, sinceramente, gosto da CAMG. E acho que a decisão foi acertada. Mas entendo também que a urbanização daquela região vai avançar e a CAMG vai puxar novos negócios, etc, para a região. É um processo. O transporte público precisa acompanhar essas mudanças para facilitar a vida das pessoas.
  • Leonardo de Barros O meu reparo desde sempre é sobre a escolha do autor do projeto e, portanto, o projeto em si com suas implicações para quem vai literalmente viver uma grande parte da sua vida naquele espaço. Aécio Nevesdesperdiçou a chance de fazer historia também neste aspecto, como o critico acima. No que diz respeito a localização, a proposta de levar o progresso, decentralizar e tudo mais contida nessa boa ideia, foi uma excepcional iniciativa. O futuro presidente foi um grande desbravador e eu o aplaudo por isso, lembrando aqui a forma característica de reconhecimento do coautor da grande obra feita por toda Minas Gerais, o professor Anastasia - aplausos.
  • Leonardo de Barros Ah, sim: não tenho a experiência de trabalhar diariamente na CAMG, por isso, não tenho à autoridade para dar a minha opinião pessoal sobre como é "viver" trabalhando ali. Entretanto, posso falar como um visitante atento que já foi algumas dezenas de vezes ao lugar. O que vejo ao olhar por dentro é uma arquitetura ultrapassada, velha atrasada mesmo, versus um arranjo logístico administrativo moderníssimo para garantir a melhor produtividade possível. A sensação é a de estar no velho Edifício Acaica com um equipamento e instalações modernas e inteligentes. Um contraste. Agora, entendo que a radical e bem-vinda mudança de lugar do complexo administrativo traz uma série de transtornos para as pessoas que trabalham e já tinham organizado as suas vidas em torno de outra região, o hoje circuito cultural da Praça da Liberdade e adjacências. Mas tenho certeza que muitos compreenderam e apoiaram a mudança mesmo sendo obrigadas a fazerem sacrifícios pessoais na ratina. Outras não, são verdadeiros profissionais da resistência a qualquer mudança, muitas vezes pautados pelo fator político. Mas o saldo é sem dúvida positivo e, ademais, o avanço da urbanização e outras melhorias como a urbanização já começam a acontecer; além das medidas mitigadoras de problemas que são tomadas pela gestão em favor da qualidade vida... Se estou certo existe até um grupo de trabalho para esse fim.
  • Giovanna Mendes Eu detesto aquilo lá...com certeza quem sai da garagem de casa para a garagem da CAMG é bem confortável, mas quem viaja mais de 1 hora e meia para ir e para voltar por dia é bem cansativo. Fora que os ambientes internos só tem iluminação artificial, as janelas não podem ser abertas e os prédios são todos ACARPETADOS!!!! É poeira prá todo lado.Os edificios estão doentes e, com eles os servidores Não fazem a limpeza correta. O acesso é péssimo. Indico outros colegas que lá trabalham pra que deem seu depoimento. As curvas do niemayer foram feitas tb nos caminhos que levam aos pontos de ônibus, ou seja, vc fica dando voltas no sol escaldante ou na chuva, tempestade de vento, por mais de 500 metros até chegar em lugar seguro, não descampado. Com a palavra os colegas Camila Dinizz], Marcia Gonçalves , Amira Chebly.Marcela SiqueiraRoney CostaTaiza Cangussu Ferraz, e quem mais quiser opinar...
  • Giovanna Mendes Os prédios são lindos...De se ver pela MG10 e só...Imagina vc fazer um projeto de uma mansão prá vc, mas que a garagem para o seu carro fique há quase 1 km de distãncia. Pros servidores que se arriscam a ir de carro, é assim.
  • Leonardo de Barros Bacana a contribuição Giovanna!
  • Leonardo de Barros Nestes prédios a forma arcaica Oscar Niemeyer foi colocada à frente do usuário.
  • Leonardo de Barros Mas ainda assim, uma das melhores iniciativas em integração e economia em gestão pública do Brasil, além da criação de uma nova centralidade que desconcentra BH, ajudando a desinterditá-la ao levar para o Vetor Norte o complexo da administração pública estadual, que também cumpre um excepcional papel de indutor do desenvolvimento dessa região da metrópole.
  • Junior Sete Lagoas Nesse ponto concordo com você, Leonardo. O desenvolvimento daquela região é notável, a partir da transferência da Administração Estadual para lá. Quanto ao local de trabalho, embora eu não mais esteja no estado (atualmente estou na esfera Federal), não tinha nada de me queixar. A estrutura é excelente, confortável e propícia à produtividade. Incomoda um pouco a distância, para aqueles que residem em outros pontos de BH. Faltam também opções de alimentação mais acessíveis aos bolsos da maioria dos servidores. No balanço geral, devo admitir que foi um ganho de qualidade.
  • Ana Lúcia Gazzola Comentário tão delicado e pouco agressivo... Eu saio da garagem de casa e desço na garagem da CAMG, e fico lá mais de doze horas por dia, saio depois que a luz se apaga, já trabalhei várias noites lendo texto com lanterna, sou quase diariamente a última a sair da secretaria. E, sim, gosto da CAMG, mesmo que algumas coisas me incomodem ou, em minha opinião, precisem ser aperfeiçoadas. E tenho direito a minha opinião, tanto como qualquer pessoa, sem precisar ler indelicadezas. Aliás, só opinei porque Leonardo pediu. Eu jamais diria, por exemplo, que quem gosta ou não gosta certamente é porque trabalha lá menos horas do que eu...e que é confortável trabalhar sete horas e poder ir embora. Mas garanto que trocaria isto pelo suposto conforto de ir de garagem a garagem... Só que continuo lá porque quero, ninguém me obriga. Aliás, ninguém obriga ninguém.
  • Giovanna Mendes Se esta falando do meu comentario, se te ofendi, me desculpe, nem conheço a senhora. Passei no ultimo concurso, entao sou novata, não é da minha indole ofender quem quer que seja, muito menos pessoas que não sei quem são. Só opinei pelo mesmo motivo. E...Ver mais
  • Giovanna Mendes Indelicado é sugerir q so aceita condicoes precarias quem quer. Discordo, todos temos o direito de reivindicar melhoras, quer seja no ambiente de trabalho, no transito, na acessibilidade. Isto é ser cidadao. Se a água da minha cidade é ruim eu nao vou comprar agua mineral e ficar calada. Tem gente que nao pode comprar. Da mesma maneira que as pessoas precisam trabalhar.
  • Giovanna Mendes Acho que as opinioes divergentes estao postas isto, na minha concepçao, é salutar. Mas sugiro que continue na busca por informaçoes vai ter parametros pra tirar uma conclusão isenta.
  • Leonardo de Barros Claro secretária, que a senhora tem todo o direito de manifestar a sua opinião, tanto como qualquer pessoa. E mais, é uma grande honra ter a melhor secretária estadual de Educação do Brasil, na minha opinião, expressando livremente a sua opinião em minhas postagens. E a propósito, não aceitaria que qualquer um dos comentaristas fossem ofendidos, atacados, em minhas postagens. O respeito a cada pessoa é coisa que faço questão de zelar. Agora, não vi qualquer ofensa nos posicionamentos. E falando nisso, eu tive muita raiva foi quando no grupo Observatório da Política de Minas Gerais que participamos, cara Ana Lúcia Gazzola, eu escrevi para a senhora no primeiro dia que chegou - foi adicionada - uma homenagem de boas-vindas e uma pessoa fez um comentário tão agressivo e leviano quanto a Educação que me constrangeu ao ponto de apagar a homenagem pelo constrangimento que senti - a senhora nem deve ter lido o texto que escrevi. Sobre essa discussão que abri sobre a CAMG foi com o propósito de debater a questão que acho crucial para o próprio Estado avançar e fazer os aperfeiçoamentos.
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