quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

RESULTADO DO PROALFA 2012 EM MINAS GERAIS MG EDUCAÇÃO - AVALIAÇÃO MOSTRA QUE MINAS DOBRA APRENDIZAGEM EM PORTUGUÊS


Resultados do Proalfa 2012 confirmam alto desempenho de alunos da rede estadual

Avaliação demonstra boa proficiência em Língua Portuguesa nos anos iniciais do ensino fundamental. Secretaria de Educação vai aprimorar metodologia e elevar as metas

José Carlos Paiva / Imprensa MG
O conhecimento em Língua Portuguesa dos alunos do terceiro ano do Ciclo da Alfabetização da rede estadual praticamente dobrou

Em sete anos - de 2006 a 2012 - o conhecimento em Língua Portuguesa dos alunos do terceiro ano do Ciclo da Alfabetização (1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental) da rede estadual de ensino praticamente dobrou. Esse resultado fica comprovado por meio dos resultados do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) de 2012.

O Proalfa é um sistema de avaliação desenvolvido pelo Governo de Minas Gerais em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), para acompanhar os níveis de proficiência dos alunos, ou seja, a capacidade de ler, escrever, interpretar e fazer sínteses de textos. É o CAEd que aplica os testes nas escolas e consolida os dados.

De acordo com os resultados do Proalfa 2012, 87,3% dos alunos do 3º ano do Ciclo de Alfabetização da rede estadual de ensino de Minas Gerais encontram-se no nível recomendável de proficiência em língua portuguesa. O resultado confirma que a maioria absoluta dos alunos do terceiro ano do Ciclo do Ensino Fundamental está no patamar recomendável de alfabetização e letramento, como já foi observado em 2011 e 2010.

Para os técnicos do centro de estudos da UFJF, este resultado é muito significativo em razão da dificuldade de manter, ano após ano, mais de 85% dos alunos acima do nível recomendável. Além disso, os pesquisadores destacam o fato do índice de alunos da rede estadual de ensino ser superior aos dos alunos das redes municipais, que foi de 73,6% em 2012.

Minas lidera desempenho nos anos iniciais

De acordo com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da UFJF, é possível afirmar que a rede estadual de ensino de Minas Gerais apresenta o melhor resultado de desempenho nos anos iniciais do Ensino Fundamental entre as unidades da federação avaliadas pela instituição.

Isso significa que mais alunos desenvolveram as habilidades e as competências necessárias durante o processo de alfabetização, algo que fará toda a diferença na trajetória escolar destes estudantes. Esse desenvolvimento implica maior aprendizagem dos alunos, característica que coloca Minas Gerais nessa posição de destaque.

O desempenho apontadopelo Proalfa é confirmado pelo resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ano base 2011, apurado pelo Ministério da Educação (MEC). Minas Gerais é, entre as redes estaduais brasileiras, a unidade da federação que está em 1º lugar, com Ideb 6,0, ultrapassando a meta estabelecida para as redes estaduais em 2011, de 5,7.

O índice 6 do Ideb é considerado pelo Ministério da Educação referência em países desenvolvidos, sobretudo daqueles que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Secretaria aprimora metodologia e estabelece novas metas

Diante da consolidação do patamar de desenvolvimento acima de 85% em todo o sistema, a Secretaria de Estado de Educação (SEE)vai aprimorar a metodologia de aferição do Proalfa para torná-lo ainda mais qualificado. Atualmente, a avaliação traz três categorias de desempenho: baixo, intermediário e recomendado. A estratégia é a introdução, a partir de 2013, de uma nova categoria, o nível avançado. O objetivo é motivar as escolas a buscar um patamar de excelência ainda mais elevado.

Além disso, o Proalfa também irá analisar o desenvolvimento dos alunos do 3º ano do Ciclo da Alfabetização do Ensino Fundamental em Matemática. O Programa de Avaliação analisa, desde 2006, o desenvolvimento dos estudantes do 3º ano do Ciclo da Alfabetização em Língua Portuguesa.

Programa de Intervenção Pedagógica explica bons resultados

O instrumento que assegurou os bons resultados nos anos iniciais da educação fundamental nas escolas estaduais mineiras é o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP). Criado em 2007, o PIP realiza um trabalho permanente de visitas e acompanhamento nas escolas para orientar o plano pedagógico, propor estratégias de intervenção, apoiar pedagogicamente os professores e alunos e, assim, garantir a qualidade do ensino.

Consolidado na rede estadual, o objetivo agora é estender essa metodologia de intervenção pedagógica, que coloca o aluno no centro das atenções, às escolas municipais de todo o estado com o propósito de criar condições para a evolução de todo o sistema público mineiro. A Secretaria de Educação colocará à disposição das administrações municipais a metodologia para a expansão do PIP. Será oferecido às prefeituras suporte, apoio pedagógico e disponibilizando material de apoio.

A proposta foi apresentada pelo Governo de Minas durante o 5º Congresso Mineiro de Prefeitos Eleitos, organizado pela Associação Mineira dos Municípios (AMM) e realizado no fim do ano passado. A extensão do PIP aos municípios faz parte de uma estratégia de compartilhamento de programas e iniciativas do Governo de Minas, em diversas áreas da gestão pública, destinadas a incentivar e apoiar as administrações municipais.

Com a introdução do PIP nas redes municipais de ensino, a expectativa é que o nível de proficiência dos alunos em Língua Portuguesa possa se aproximar do patamar conquistado pela rede estadual. Até a data de hoje, 813 (95,31%) dos 853 municípios mineiros já aderiram à proposta de municipalização do Programa de Intervenção Pedagógica. O Proalfa também é aplicado nas redes municipais de ensino de todo o Estado

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE SETE LAGOAS


Hora do Futuro
Por Leonardo Barros.
Fim de carreira? Quem apostou que Márcio Reinaldo viria de Brasília para uma espécie de descanso, de aposentadoria, em Sete Lagoas perdeu. Acompanhando de perto o que está acontecendo vê-se que o prefeito tá trabalhando com a energia de um adolescente. E a população que a muito estava carente de uma liderança efetiva olha com satisfação o que começa acontecer.  Entretanto, por mais preparado, motivado e decidido a fazer a diferença, qualquer governante precisa de uma direção de longo prazo que oriente e sustente sua ação.
 Hora, portanto, de pensar o futuro para saber qual é o próximo passo estratégico hoje. Ou corre-se o risco de fazer rápido e bem feito a coisa errada. Quer dizer, não basta ser eficiente, é preciso ser eficaz também: fazendo certo a coisa certa, não a coisa errada. É o princípio da eficiência e da eficácia.
Algumas coisas, é claro, são necessidades evidentes, portanto, facilmente percebidas: como as deficiências da nossa educação municipal. Márcio Reinaldo demonstra ter esse tipo de sensibilidade: reconheceu publicamente a inferioridade da educação pública oferecida pela cidade na comparação com a ofertada pelo Estado. Ao invés de tampar o sol com a peneira, como se diz e como fizeram muitos, ele jogou luz sobre o problema, assumindo a deficiência de Sete Lagoas.
Essa atitude do principal executivo de reconhecer as deficiências é um bom começo para a mudança, porque leva a um saudável desconforto, inquietação e desperta-se para a necessidade de melhoria. Mas mudar, melhorar, entretanto, pode significar apenas uma pequena alteração, um ganho marginal. É aí que entra a tarefa vital de planejar o futuro que se deseja como meta da sociedade para o Município.
Retomando ­­­­o exemplo da educação é notório que a reação insatisfeita do prefeito pode levar o Governo Municipal a buscar a melhoria, olhando como referência comparativa quem está melhor, no caso o Estado. Apesar de no curto prazo ser uma decisão inteligente: tomar como referência quem está a frente é uma atitude reativa. Essa reação que é positiva precisa, porém, ser seguida por uma ação proativa em que o município realiza concomitantemente às ações de curto prazo o seu planejamento estratégico, estabelecendo os seus próprios indicadores como marcos referenciais de onde se quer chegar.
Trata-se de fazer um esforço real de planejamento do futuro do Município, antecipando desafios e oportunidades e, sobretudo, definindo aonde Sete Lagoas vai estar no longo prazo. A esse planejamento que deve ter um horizonte temporal que vai muito além do período de 1 ou 2 governos devem aderir o Orçamento e o Plano Plurianual, o PPA do município, que coincidentemente deverá ser formulado este ano para o próximo quadriênio. É a forma de fazer com que aquilo que a sociedade quer a longo prazo (Planejamento Estratégico) se materialize através dos instrumentos de gestão que dispõe o governo.
Observo, já encerrando, que a proposta aqui é a elaboração do planejamento estruturado de Sete Lagoas com vistas ao alcance de um alto patamar de desenvolvimento social e econômico, que deve se desdobrar em programas estruturantes prioritários. Não se trata, portanto, de propor mais um destes teatros que envolvem a chamada participação popular e depois nada acontece. Trata sim de fazer efetivo uso do recurso de Planejamento, o qual gestores competentes como o governador Anastasia e o prefeito Márcio Lacerda de BH fazem e testemunham o seu valor, como nas respectivas falas do Governador e Prefeito nos dois próximos parágrafos que fecham este artigo:
“O planejamento torna-se imprescindível. Não podemos mais planejar as rodovias e o aumento das vias urbanas depois da instalação das pessoas naquela localidade. (...) O que está neste plano tem uma visão de futuro clara para 2030, para 2050, passos específicos que vão levar, de fato, a uma realidade nova.”
“(...) Iniciamos a construção de um planejamento estratégico de 20 anos, procurando definir e estabelecer indicadores e objetivos para a cidade que queremos ter em 2030. Com esse planejamento, Belo Horizonte contará com uma bússola para não se perder no imediatismo desorganizador. Com essa bússola, poderemos não só sonhar com uma cidade cada vez melhor, mas ter a possibilidade de construí-la, pois o futuro de uma cidade é fruto de consensos e de escolhas que fazemos no presente.”