quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Lava Jato, heroína ou vilã? A resposta está em suas próprias mãos.

Imagem de Sérgio Moro é cultuada pelo Brasil - essa em Sete Lagoas-MG.
O perigo é a Lava Jato achar que pode mais do que pode.

Vivemos a ameaça da desmoralização não dos políticos safados, mas dos pilares de uma sociedade democrática. Sérgio Moro tem todo meu respeito como um juiz que provoca inéditas mudanças, ao colocar na cadeia bandidos políticos que transformavam o Brasil numa ditadura da corrupção. Ele prestou a nação um dos mais relevantes serviços, abatendo a máfia que assaltava os cofres e, sobretudo, a democracia brasileira. O aplaudo por isso, mas não para mais do que isso. Sérgio Moro e a Operação Lava Jato não devem ir além do cumprimento de uma inestimável prestação de serviços ao Brasil com sua função de investigar, denunciar e por na cadeia cafajestes. Querer a Lava Jato mais do que isso, é tomar o lugar que não lhe pertence no espectro institucional e transformará o Brasil de corrupto numa "republica de Curitiba", dando razão ao Lula, que ressurgirá como salvador da pátria. Isso já está acontecendo. Sérgio Moro para muitos é o grande salvador do Brasil, mas ele se se permitir ir além ou se deixar ser usado para tal, o remédio se transformará em veneno. Lula volta para "curar" o Brasil, resgatado pela maioria do povo até da cadeia. Ou a Lava Jato cuida para preservar as instituições, recolhendo-se corajosamente ao seu inestimável papel ou se transforma em agente do caos, da desconfiança e da desestabilização institucional, que levará desagregação social brasileira indo de operação heroica a vilã.
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