segunda-feira, 12 de maio de 2014

SERRA VICE DE AÉCIO - POST DE REINALDO AZEVEDO - ELEIÇÃO 2014 PARA PRESIDENTE

Serra como vice de Aécio? Vai ou não vai?

Aécio e Serra juntos, na campanha de 2010. Em 2014, a possibilidade da chapa puro-sangue
Aécio e Serra juntos, na campanha de 2010. Em 2014, a possibilidade da chapa puro-sangue
Já dá para saber, afinal, se José Serra vai mesmo ser o vice na chapa presidencial liderada pelo senador Aécio Neves, ambos do PSDB?  Ainda não dá para saber nada. Qualquer que seja o palpite nesse caso, a chance de errar é rigorosamente igual à de acertar. Pode ser e pode não ser. Sim, eu acho que o partido sairia ganhando com isso, já escrevi aqui, porque Serra tem densidade eleitoral e é um nome nacionalmente respeitado e conhecido. O partido demonstraria uma união inédita, depois de sua última vitória presidencial, em 1998, e se faria uma chapa sem dúvida forte. Há mais: as circunstâncias podem jogar a favor: o ex-governador foi derrotado em 2012 por Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A legião de leitores arrependidos, intuo, é imensa. O nome de Serra também transita com facilidade hoje no DEM, no Solidariedade e em setores do PMDB que vão apoiar Aécio.
Mas não é uma solução nem fácil nem simples. FHC se pronunciou a respeito — ou não se pronunciou — em entrevista à GloboNews e disse o óbvio: para que aconteça, é preciso que tanto Aécio como Serra queiram. Eles querem? Ainda não está claro. Há tucanos, democratas e membros do Solidariedade entusiasmados com a ideia.
Toda solução tem sempre prós e contras — e não seria diferente desta vez. A meu juízo, o lado favorável da balança pesa muito mais, mas é preciso que o PSDB faça uma escolha anterior ao nome: e ela atende pelo nome de “unidade”. Uma vez conquistada, a solução se torna natural se houver os tais “quereres”. Uma terceira alternativa, esta sim, só tem “contras”: o excesso de demora na escolha, o robustecimento da “hipótese Serra”, a manifestação de algum eventual bolsão de resistência e a desistência. Aí se acabará colhendo um resultado algo ruim do que, hoje, tem enorme potencial positivo.
Na quinta-feira, Aécio e Serra conversaram em São Paulo. Fizeram um balanço da disputa nos Estados, falaram sobre os aliados nesta empreitada de 2014, mas consta que ninguém se estendeu a respeito do assunto — ou por outra: não expressaram com clareza os seus respectivos quereres.
No dia 14 de junho, há a convenção do PSDB. É claro que, até lá, o vice tem de estar definido. O ideal é que essa escolha seja feita bem antes. Reitero aqui uma observação que já fiz: a oposição vive, inequivocamente, um bom momento — e a mais recente pesquisa Datafolha deixa isso claro.  Se o segundo turno fosse hoje, Dilma venceria por 47% a 36%. Não é preciso ser bidu para concluir que 11 pontos, a esta altura do campeonato, dado o contexto, não dão ao PT a certeza da vitória — muito pelo contrário. Quando se considera o potencial de crescimento das oposições, o futuro sorri para os petistas muito menos do que eles poderiam imaginar há um ano.
Dilma não precisou se preocupar com o “vice”; vai de Michel Temer mesmo, ainda que este não leve consigo todo o PMDB, como é sabido. Eduardo Campos, do PSB, ao se juntar com Marina Silva, não deixou de marcar um tento politicamente positivo, independentemente do que se possa achar do pensamento da líder do ainda inexistente Rede. Que os tucanos tomem cuidado para que a sua escolha do vice também seja uma operação virtuosa.

domingo, 11 de maio de 2014

MÃE, FAMÍLIA, ORIGEM

Dia da mãe é o dia que a gente se volta para nossa origem, para casa da gente, para família. Pois bem, possuo uma história pessoal diferente da maioria de vocês e próxima da de alguns poucos, creio. Segue um pequenino trailer: . 
Tenho uma história de vida na minha infância marcada pela descontinuidade, perda, bruscas rupturas e outras emoções até mais intensas, para não dizer mais dolorosas. Sou filho desta senhora - primeira foto - e fui criado por um amoroso casal - que me deu uma forte educação de princípios e valores - até que eu os perdesse ainda na infância (dor extrema, infelizmente não tenho foto), fui então morar com a minha mãe biológica - uma estranha, então, pra mim -, que não dispunha das condições para tal. Depois de viver outras emoções mais fortes nesta caminhada acidentada tive o apoio de um pessoal holandês e me eduquei formalmente. Quem me ajudou muito em alguns dos momentos difíceis foram estas pessoas das outras fotos, Nazinha e Jonas (esposa e esposo) e Nair - todos moram em Betim. Eles foram uma parte da minha família - a outra parte conheci já adulto. A foto com a minha mãe biológica (1ª) e com Nazinha (3ª) foram tiradas em minha ida hoje a Betim e a com o querido Jonas e Nazinha no feriado do dia 21 de Abril.